10-11-2025

Expansão de chips Wi-Fi para novos segmentos da Internet das Coisas impulsiona mercado mundial

O mercado mundial de chips Wi-FI para a Internet das Coisas (IoT) inverteu o ciclo em 2025, depois de uma contração que se deveu à necessidade de correção nos inventários e a um mix elevado de chips de baixa gama.

Agora, a previsão é de que este segmento irá crescer 17,3% ao ano até 2030, quando atingirá um valor de 4,15 mil milhões de euros. Trata-se de um salto relevante em relação aos 1,59 mil milhões registados no ano passado. 

Segundo o relatório “Wireless IoT Connectivity Chipset Market Report”, da IoT Analytics, há três fatores que estão a impulsionar este mercado: a adoção de chipsets de baixo consumo, a retoma das atualizações de Wi-Fi empresarial para novos padrões como o Wi-Fi 6E e 7, e o aparecimento do Wi-Fi HaLow para aplicações de longo alcance. 

“O Wi-Fi está a expandir-se para novos segmentos da IoT, com o Wi-Fi de baixo consumo e o Wi-Fi HaLow a endereçarem as limitações de potência e alcance que anteriormente favoreceram outros protocolos”, explica Satyajit Sinha, principal analista da consultora IoT Analytics. O Wi-Fi de baixo consumo permite que dispositivos alimentados por baterias, como por exemplo sensores, fechaduras inteligentes e câmaras, funcionem de forma mais eficiente em ambientes Wi-Fi. 

O Wi-Fi Hallow, indica o analista, encaixa bem em aplicações industriais e agrícolas, incluindo monitorização remota, vigilância de perímetro e sistemas de controlo de grandes instalações. 

“Em conjunto, estas tecnologias reposicionam o Wi-Fi como um chipset flexível para IoT que pode suportar tanto aplicações com largura de banda  restrita quanto elevada.” Qualcomm (19%) e Broadcom (18%) têm as maiores fatias de um mercado que a consultora avalia como competitivo. 

Com maior eficiência energética, mais fiabilidade e longo alcance, o Wi-Fi torna-se uma opção viável para um número crescente de dispositivos IoT alimentados por bateria. Esta evolução é importante numa altura em que cada vez mais empresas adotam aplicações IoT e há uma explosão no número de sensores – serão 30 mil milhões no final de 2025, elevando a fasquia de competitividade no mundo hiperconectado.

Artigos relacionados

Tecnologia pode ser “contribuinte positivo para a sustentabilidade” se empresas tiverem esse racional

O desafio de atingir objetivos de sustentabilidade à medida que aumenta o número de dispositivos, empresas e pessoas sempre ligados é um dos mais importantes neste momento.

“Liderança humana é o mais importante num mundo cada vez mais tecnológico”

O autor de “Algoritmocracia” e sócio Pérez Llorca, Adolfo Mesquita Nunes, foi um dos oradores da Vodafone Business Conference e falou nos bastidores da conferência sobre os desafios desta era hiperconectada.

“A IoT está a transformar profundamente a forma como todas as empresas operam”

O responsável pela estratégia de Internet das Coisas da Vodafone, Mário Peres, considera que a tecnologia é um dos fundamentos da hiperconectividade e traz muitas novas oportunidades às empresas.

“Se uma PME estiver sob ataque pode não ter margem para recuperar”

Pedro Soares, diretor nacional de segurança da Microsoft, defende que a cibersegurança deve ser encarada como uma questão de sobrevivência pelas empresas portuguesas e cita um estudo recente publicado pela empresa que mostra números relevantes: Portugal é agora o 12º país mais atacado na Europa.

Hiperconectividade exige “nova cultura de segurança” às empresas portuguesas

Com um tecido empresarial composto sobretudo por PME, Portugal já ocupa o 12º lugar entre países europeus mais atacados.

Vodafone Portugal cria plataforma que “democratiza acesso” a analítica de dados

Henrique Fonseca, administrador da Unidade de Negócio Empresarial da Vodafone, explica como a plataforma criada em Portugal está a ser usada por empresas e municípios.

Mundo hiperconectado: 5G, IoT, cloud e IA estão a transformar a economia e os negócios

A 7ª edição da Vodafone Business Conference vai ser dedicada à hiperconectividade e aos desafios e oportunidades que isso coloca às empresas.

Internet das Coisas está a permitir reinventar modelos de negócio, diz especialista

Algumas áreas estão mais avançadas que outras, tais como indústria e saúde, mas Mário Peres dá outros exemplos a fazer caminho na Europa.